quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Julgameto da Diké



Voltamos ao tempo dos antigos.
Voltamos a época da justiça livre.
Me jogaram aos leões,
Arrancaram minhas roupas,
Rasgaram meu coração
E eu nem pude me defender.

Fui acusado de coisas.
Dei meu depoimento evasivo,
Disse o que sabia e acreditava.
Escutou falsas verdades de outrem
E neste diapasão a Excelentíssima Juiza sentenciou.

Em lágrimas minhas
Frieza dela em palavras
Fez um simples gesto
O não que tanto clamei que num fosse assim.

Mas como um bom crente da justiça,
Calo-me e faço o que tenho que fazer.
Nesta justiça arcaica
Em que não há recursos
Cumpra-se sem protestos
O fim nosso e o seu começo
Sem pestanejos o que há de mim e você.

Sendo assim,
Cumpra-se minha amada Diké.

O chorinho do perdão



Como posso viver assim
Se tudo que há em mim.
É você e tudo me leva ao fim
Nesta estória tão ruim.


Como posso viver assim
Se lhe dei meu amor sem fim.
E nesta estória tão ruim
O meu coração chora por ti.


Entre tantos e cantos
Nos amamos e nos erramos
Fomos felizes e infelizes
Mas um dia propiciei ao fim.

Entre tanto choro
Inumeros soluços
Quando dei por mim
Supliquei para que num fosse assim.


Como posso viver assim
Se tudo que há em mim.
É você e tudo me leva ao fim
Nesta estória tão ruim.


Como posso viver assim
Se lhe dei meu amor sem fim.
E nesta estória tão ruim
O meu coração chora por ti.

Agora eu te suplico
Me humilho
Te digo
Volta e vem pra mim.

Volta amor, te amo!!!

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Sei que não sou compositor, mas acabei fazendo tipo um samba como gosto de escutar, como Flor de Liz... uma dos grandes mestres.... me inspirei neles, por isso me atrevi e coloco para a foto do meu poeta e compositor inspiração Vinícius. Será que deu samba????

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Alcool, saúde e amor

Mais uma vez minha saúde apitou,
Meus problemas por dias me corroeram.
Minha saúde gritou,
Meu coração chorou
E eu mais uma dia rolei em minha rede de um lado para o outro sem dormir.

Pela manhã, com a notícia que eu já esperava.
Me veio a idéia de que só alcool seria o melhor caminho,
Por isso bebi,
Bebi como um bebarrum de primeira.
Foi cerveja até...

Durante tantos goles
Fiz o que a maioria dos apaixonados faz...
Liguei para você como o ultimo grito de quem sempre faz.
Falei por quinze minutos... choraste e eu quase também,
Mas seguerei a lágrima com alcool.
E quem disse que isso segura???

Fui fazer qualquer coisa,
Pois sabia que o que disse ao seu coração não seguraria
Mas me retrucaria com alguma palavra
E eu fui fazer qualquer coisa ao em vez de escuta-la.

Retornei os seus sete telefonemas...
Menos chorosa conseguia ver
através de um simples telefonema seu rosto menos choroso
mas mais temeroso com o que fazia e falava.
Não sei se era verdade, mas seus sentimentos
todos os instantes senti pulsar por mim.
Mesmo com o choro por raiva de me amar e não querer mais
Ou simplesmente querendo se resolver e me esquecer.

Combinamos em falar depois...
Mas quem disse que isso é o suficiente???
Minha alma fala de você,
Meu ser chora sem lhe ver,
E por isso mais uma vez, passo mal, tenho minha crise,
E tudo me leva a falar de você.

Como é que podes dizer que só digo mentiras?
Como podes dizer que não tem mais amor?
Como você tem coragem em dizer a outro homem que é o seu amor,
Se eu sou o que você sempre sonhou.

Nos braços do sono, tento mais uma noite dormir
Mas nada me consegue parar
Pois sempre me lembro do que tenho a lhe falar
Entre lágrimas e suspiros
Que eu hei de sempre lhe amar.