terça-feira, 16 de outubro de 2007

Soneto do Fim

Queria poder fazer coisas de amor
Mas nada que me vem é flor
Em pares só me fazem horror
E minha alma demonstrando a dor.

Como um homem que tudo tem
E nada de amor contem
Só se faz com um vintem
Que no bolso tem, sofre com este vai e vem.

Clamo aos poetas do passado
Ao meu Deus que nada é parado
Para que acabe meu fardo.

Peço um sol nesta noite
Para que este açoite
Acabe quebrando tudo, como quebrei este poema aqui.

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