segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Falso soneto da eterna paixão

Noite sem luar.
Manhã sem mar.
Dia sem calor.
Vida sem amor.

Ontem que faz o hoje.
Hoje que apronta o amanhã.
Nada que eu queira.
Me faz esquecer a ressaca dos olhos da Capitu de Araranã.

Lenda romantica do casal que vive feliz para sempre.
Não esqueça das pobres palavras deste poeta.
Em canticos que fez para a bela.
Eterna poesia que vive na mente ainda dela.

Choro da alma de quem ama e não enxerga.
Um soneto falso, mas que é de amor verdadeiro.
Uma paixão que deseja se acalmar.

Pobre poeta que ama mas não tem.
Foste tu um dia homem feliz e hoje nada tens.
Mas como esta poesia, um dia vem algo e acaba com esta dor e lhe devolverá este vintem.

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