I
‘Stamos em pleno mar... Abrindo as velas,
Ao quente ar para velocidade pegar,
Veleiro forte corre que nem o americano,
A ave brasileira, arara, beija-nos para acariciar.
Donde vem? Onde vai? Nau errante,
Nas tuas águas espumas negras tens,
Com o trabalho do teu trabalhador,
Líquido, tesouro que enriquece o teu bolso.
Que música batente a ecoar,
Brisa excitante do ver mais,
Assim pedirei para as aves me ajudar.
II
Por que somes assim, barco veloz?
Por que somes do jovem poeta?
Urubu! Urubu! Águia do podre,
Me ajude a ver o que realmente acontece.
Os marinheiros Espartanos,
Belos piratas multicoloidais,
Barbudos como vikings,
Sendo união de italianos, espanhóis e ingleses.
III
Que cenas satanescas estou a ver...
Meu Deus! Meu Deus! Que horror!
Quanta desgraça ao ver,
Fale meu Deus, fale a minha ajuda.
E o Nada pela primeira vez falou:
São homens maltrapilhos,
Mortos vivos, Mão-de-obra barata,
A serviço dos caprichos do capitalismo.
As mulheres, para o afligir da fome vendem o corpo,
As crianças, o trocam por um sanduíche,
Para esquecer, uma batucada, carnavalesca,
Que vem suprimir a fome e a tristeza.
IV
O horror faz-se em uma lágrima,
Tendo a incerteza de vê-lo afundando,
Mas em pequenos baldes
O capitão barbudo tenta salva-lo.
Meu peito em desespero suplica:
Deus tenha piedade desse navio,
Para que possamos sair desse naufrágio
E o sofredor brasileiro seja alegre.
segunda-feira, 11 de junho de 2007
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